hora de almoço

Maio 13, 2011 § Deixe um comentário

Condicionados pela fome, sensação de vazio ou descida do nível de glicemia, o corpo e a mente pedem uma pausa a meio do dia

Pára tudo! É preciso abastecer a máquina!

Quando perguntam porque não dou importância ao almoço durante os dias de semana, as respostas apresentam justificações para uma situação que não é considerada normal. Em vez de almoçar sentada e apreciar uma refeição mais equilibrada, aproveito para tratar de outros assuntos externos. Enquanto como rapidamente uma sopa, uma salada ou uma sanduíche, brinco com a situação, digo que tenho hábitos do norte da Europa e que a Sra. Dona Merkel deve fazer o mesmo. Os motivos não revelam a verdade.

Tento convencer-me que o almoço é um desperdício de tempo e fujo, embrenhando-me em trabalho.

A verdade é esta: vivo os almoços da semana com a nostalgia do almoço de Domingo.

Ao contrário do que digo e do que vivo, o almoço é a refeição mais importante do dia e da semana.

Talvez o que me custa mais seja o contraste entre o almoço de Domingo e o dos outros dias. Custa-me comer à pressa, sem ter preparado a comida e a mesa, sem a companhia de uma conversa, risos, histórias que já sei de cor.

Esta é mais uma das minhas fugas, mais um desvio habilidoso para não enfrentar o mistério do dia-a-dia. Em vez disso, procuro os momentos especiais, as ocasiões em que tudo faz sentido e é cuidadosamente planeado.

Bem, parece que desde que comecei a escrever por aqui, continuo a descer das nuvens.

Diante disto, só me apetece abrir a boca de espanto e dizer:

Bendito sejas, meu Senhor e meu Deus, porque nos conheces tão bem!

Conheces e experimentaste a nossa fragilidade. Sabes o sabor da fome que nos enfraquece, que nos leva a procurar alimentos que não saciam, nem nutrem a vida.

Bendito sejas, meu Senhor e meu Deus, por estares tão próximo, tão perto, que até Te podemos tocar à volta da mesa, no pão que se partilha.

Sim, porque o pão é partilhado diante dos meus olhos diariamente e, nesses momentos, revelas-Te e tornas-Te presente. No tempo comum de todos os dias, não é necessário esperar por Domingo, quando vejo à minha frente pessoas que se organizam para partilhar o almoço no local de trabalho.

Abre-me os olhos, abre-me as mãos, abre-me o coração e faz-me sentar, como fizeste com aquela multidão (Jo 6, 10), porque repito as palavras de Pedro: a quem irei eu, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna, as únicas que saciam, alimentam e dão vida no pão nosso de cada dia (Jo 6, 68).

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