hino de resistência e de rendição

Julho 28, 2011 § Deixe um comentário

Era uma vez um compositor que procurava um som, aquele que escutava por dentro, mas que ainda não conseguia reproduzir. Em nome da busca por este som, teve a coragem de arriscar a segurança material e adiar projectos.

Entretanto, durante um ensaio para um espectáculo inadiável, o trompetista corta o lábio. O compositor arregaça as mangas e reescreve a composição com os instrumentos disponíveis: quatro saxofones e um clarinete.

Do imprevisto surge o improviso e nasce Moonlight Serenade.

O som que Glenn Miller escutava dentro de si tornou-se a música comum a homens e mulheres que foram embalados ao seu ritmo, durante os anos da II Guerra Mundial.

Quantas esperanças, desejos, medos, segredos, despedidas, encontros estão para sempre associados a esta melodia?

Quantos soldados dançaram ao som desta música e renderam num abraço os punhos erguidos do combate?

Esta música fascina-me há muito tempo. Soa-me a um hino de resistência às perturbações, apresentando como arma a harmonia, o abraço, a paz que sempre nos chama para fora e nos conduz ao encontro.

 

As imagens são do filme The Glenn Miller Story (o rigor histórico desta versão é o que menos me interessa).

 

P.S. 29 Julho 2011: Esta melodia é dedicada a quem escreveu estas palavras e a todos os que se deixaram tocar por elas. Obrigada.

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