outubro – no more turning away

Outubro 3, 2011 § Deixe um comentário

 

Lembro-me de ouvir Pink Floyd quando não percebia uma palavra de inglês. Os acordes da música, as luzes dos vídeos e as capas dos discos do meu Tio intimidavam-me. Creio que é este o ponto fraco onde continuo a ser atingida pela música de Pink Floyd. Torna-se íntima, toca em acordes inacessíveis a outras melodias.
Há cerca de 48 horas que esta música continua a tocar nos meus ouvidos.

Talvez o clima do mês de Outubro tenha intensificado a ressonância de On The Turning Away (A Momentary Lapse of Reason). Ao mesmo tempo que se regressa à rotina e se colhem os frutos da terra, há uma vontade de recomeçar, de estrear sonhos e dar vida a tantas palavras e intenções caladas. Virar a página, sem virar a cara. Enfrentar.

A luta é sempre a mesma: evitar a dispersão, combater o alheamento e a indiferença, que se esconde tantas vezes no quotidiano.
O desafio de todos os dias obriga a mudar o olhar que facilmente se habitua à paisagem, desenvolve a miopia que impede de distinguir rostos, gestos, detalhes.
O maior perigo continua a ser o de esconder a Luz ou deixar que se transforme em sombra.
A mentira mais repetida leva a acreditar que nada há a fazer, até que, sem energia, sejamos conduzidos por um coração de pedra.
Será agora? Será desta vez que os sem voz decidem unir-se num acorde silencioso, usando palavras estranhas, fascinados enquanto acendem a chama e sentem o novo vento de mudança nas asas da noite?
Será apenas um sonho o dia em que não será possível virar as costas e fingir que nada se passa?

Estas palavras são descaradamente copiadas da letra da música. Mas, a parte mais eloquente é dita pela guitarra de David Gilmour.

 

 

On the turning away
From the pale and downtrodden
And the words they say
Which we won’t understand
“Don’t accept that what’s happening
Is just a case of others’ suffering
Or you’ll find that you’re joining in
The turning away”

It’s a sin that somehow
Light is changing to shadow
And casting its shroud
Over all we have known
Unaware how the ranks have grown
Driven on by a heart of stone
We could find that we’re all alone
In the dream of the proud

On the wings of the night
As the daytime is slurring
Where the speechless unite
In a silent accord
Using words you will find are strange
And mesmerized as they light the flame
Feel the new wind of change
On the wings of the night

No more turning away
From the weak and the weary
No more turning away
From the coldness inside
Just a world that we all must share
It’s not enough just to stand and stare
Is it only a dream that there’ll be
No more turning away?

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