atreve-te a pensar

Janeiro 19, 2012 § Deixe um comentário

Se a censura fosse assim tão clara…

Quando a censura é óbvia, aumentam as possibilidades de enfrentá-la e resistir.
Geralmente, aparece disfarçada de paternalismo condescendente que infantiliza os alvos de crítica ou pretende ignorá-los, porque a arma mais cruel continua a ser o isolamento. A censura gera uma mitologia própria, enaltece as figuras que se identificam com a ideologia dominante, com o objectivo de menorizar aqueles que questionam. No entanto, a passagem do tempo, a mudança de perspectiva permite que, num determinado momento, se recuperem as ideias censuradas, iniciando um novo ciclo de mitificação dos seus autores, os tais que afinal estavam certos.

Por que caminhos de solidão e de isolamento andam aqueles que, no dia de hoje, ousam lançar perguntas com a humildade, o desprendimento de quem abre as mãos sem respostas?

Deus bom e paciente que insistes em viver connosco, como agradecer o presente do Teu Espírito, o único sustento das vidas daqueles que lançam o desafio de nos atrevermos a pensar, reconhecendo a fragilidade e a falibilidade, apelando à comunhão na certeza de que só ConTigo é possível conceber alguma coisa de bom?! Senhor, continua a suscitar e a animar servidores de “uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata” e só o Teu Espírito dá vida. (2Cor 3, 6)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

What’s this?

You are currently reading atreve-te a pensar at tempo comum.

meta