vésperas

Abril 26, 2012 § Deixe um comentário

A tarde demora mais tempo a cair.  A hora da véspera estende-se.
Depois da Páscoa, é sempre assim.
Enquanto se regressa, escutam-se estes hinos cheios de leveza, de cuidado e de aromas.

Por mais que tente, não consigo andar de ouvidos tapados pelo caminho.
Há quem escute atrás das portas; eu escuto em todo o lado.
Estas palavras foram ditas com o açúcar do Brasil, por alguém que viajava num lugar atrás de mim.

 

Pode ir fazendo uma soja e um purezinho.

Não. Faça o purê com as batatinhas que estão aí.

Vou passar antes no supermercado. Você precisa de alguma coisa?

Então eu levo um pouco de hortelã. Pede, por favor, pra Jessi pegar um limão no pé.

Sim, para ir lá fora pegar um limão no pé.

Não, você não pode. Acabou de tomar o remédio.

Então deixe que eu pego, quando chegar.

Até já. Beijinho.

 

Precisamos de tanto.
Precisamos de tão pouco.
Há tanto para descobrir e saborear no caminho de regresso… de véspera em véspera até chegar o dia.

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