a caminho

Julho 12, 2012 § Deixe um comentário

Quando escuto o meu nome na rua ou noutro espaço comum, há 90% de probabilidade de que alguém esteja a chamar por mim. Por isso, é difícil fugir.
A vida está muito bem engendrada. Precisamos sempre de alguém que nos chame pelo nome e pergunte por nós, pela vida, pelo que andamos a fazer. Custa enfrentar este olhar. A pergunta «porque adiaste? porque paraste?» encandeia todas as justificações inúteis que moram nos lugares escuros da desconfiança, do medo.

Retoma-se o caminho para se perceber que não há primeiros passos. Todos os passos contam, fazem parte do caminho, que ultrapassa a duração biológica e inscreve-se no tempo comum que partilhamos. Vivemos (n)a História.

Acredito que também Tu te surpreendes, todos os dias, com o esmero do Pai que nos conduz, porque decidiu viver a história connosco.
perguntou: «Vês alguma coisa?» Ele ergueu os olhos e respondeu: «Vejo os homens; vejo-os como árvores a andar.» (Marcos 8, 22-26)

[imagem do Lago Niassa, em Moçambique, surripiada ao blog Os Olhos da Alma]

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