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Outubro 1, 2012 § 1 Comentário

Recuso estar onde tu não és aceite.
Não admito que digam que haja um deus que te rejeite, meu inimigo de estimação.
Recuso frequentar condomínios privados com acesso a água corrente e a pão refinado, servido à porta, todas as manhãs.
Só aceito o que seja acessível para ti.
Ofendem-me as palavras de tolerância, porque quem te tolera não te ama, nem quer conhecer-te.
O Deus em quem confio continua a andar pelas periferias, como o pastor bom, que nos vai chamando, aproximando-nos, conduzindo-nos para o centro, onde estamos todos nele.
Sem me aperceber, fui ficando à porta, com o Pai, do lado de fora, à espera do dia em que apareças pelo caminho.

Passaram 25 anos desde que nos conhecemos. Tanto tempo.
O mito grego, que está na origem do teu nome, conta a história de uma pessoa que recusou dar de beber, mas acabou transformada em fonte. Por coincidência, diz também quem tu és na minha vida, porque não posso dizer-me sem pronunciar o teu nome, meu inimigo de estimação.

É só isto que, um dia, havemos de calar, depois de uma boa discussão que nos tire do sério.

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§ One Response to _

  • Anónimo diz:

    O comentario vira depois porque o meu«inimigo de estimaçao»nao me deixa dizer nada.Prefiro guardar o silencio e contemplar a força misteriosa do Deus em quem confio,mas que «continua andando pelas periferias».

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