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Outubro 11, 2012 § 2 comentários

“Poderíamos dizer que até mesmo a Lua se apressou, esta noite…
Observem-na, lá no alto, a olhar para este espectáculo… A minha pessoa nada vale: é um irmão que vos fala, um irmão que se tornou pai, por vontade de Nosso Senhor, mas tudo – paternidade e fraternidade – é Graça de Deus. Tutto. Tutto. Vamos continuar a querer-nos bem um ao outro, a amar-nos assim. Somos irmãos.”
João XXIII

Acredito e firmo-me no Corpo que formamos, em comunhão, com/em Jesus de Nazaré, o Filho muito amado do Pai todo-bondoso, o Cristo que se deixou gerar e ungir pelo Espírito de Deus, cuja bondade enche a terra inteira, livre e para além das nossas fronteiras.
Tudo é Graça. Todos são Graça. Tudo e todos… e com tudo o que esse Amor implica?

ó Pai
como tu e eu somos um
que eles sejam um em nós
 os ramos da videira se entrelaçam em nós de vida
sempre unidos na mesma cepa
ó Pai
como tu e eu somos um
que eles sejam um em nós

No comentário, está um excerto do Diário de Miguel Torga acerca de João XXIII. Para ler e saborear, basta clicar aqui

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§ 2 Responses to todos

  • figlo diz:

    No dia 3 de Julho 1963, Miguel Torga escreveu no seu DIÁRIO: “Morreu o Papa, mas um papa singular, que usou o nome dignitário de João XXIII e se manteve fiel ao anodino Ângelo Roncalli, cujo rosto se via primeiro que o esplendor da tiara, por quem estão de luto os crentes e os ateus do mundo inteiro. Um papa que apontava o céu e mostrava a terra, que falava de Deus a pensar no Homem, que carregava a cruz da infalibilidade com a bonomia de um céptico, que semeava na alma dos próprios laicos o trigo da santidade, que abençoou todas as revoluções justas da História, cheio de saber que as injustas não são revoluções, mas sim contra-revoluções…Bom, daquela bondade que o instinto colectivo adivinha e nenhum artifício imita antes que nas suas palavras brilhasse a inteligência que continham, reluzia nelas a sinceridade que as ditava. Os impulsos afectivos saíam-lhe do coração tão espontâneos e certeiros, tão justos e oportunos, tão puros e amplos, que dá vontade de escrever que ele foi o Amor Ecuménico dos Evangelhos ao natural..

    Os Grandes são assim, acreditam nas travessuras do Espírito Santo e deixan-se levar por elas…até ao fim…Glória

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