no tempo

Março 11, 2013 § Deixe um comentário

É fácil estar em todo o lado sem chegar a sítio nenhum.

Por vezes, não é necessário que sejam outros a pedir flexibilidade, um espírito multifunções, uma conectividade quase permanente. Enquanto se trabalha, há uma sensação de impotência, por não se estar onde é preciso. No momento em que se chega onde somos esperados, os assuntos de trabalho também atravessam a porta, instalam-se e roubam horas ao descanso.

Li que alguns monges praticam um exercício muito simples e antigo. Procuram parar (statio) antes de começar uma actividade. O objectivo não é integrar uma devoçãozinha que acrescente palavras à oração das mãos e do coração. Trata-se de inscrever, no ritmo do dia, uma atenção àquilo que se faz, em cada momento. Deve ser libertadora esta humildade de fazer o que se pode fazer, aqui e agora e nada mais.

bendito cansaço
bendita impotência
que fazem desejar o repouso que nos humaniza e acertar o ritmo pelo teu, Senhor de todos os dias.

O Teu Filho levantava-se de madrugada, ainda escuro, e saía para estar contigo (Mc 1,35).
A hora da madrugada ou da tarde é o que menos interessa… o que conta é o tempo… mesmo que seja meio-dia, aproximo-me sempre às escuras, confiando que é contigo e por ti que nascerei para o Dia novo.

… das entranhas da madrugada, antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei

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