viver

Julho 6, 2014 § Deixe um comentário

Viver. Não há outra saída airosa. Viver até ao limite das forças, dando a cada célula em pânico a ilusão da esperança. (…) Mas, a ganhar ou a perder, nenhum bem se compara ao de acordar de manhã e aninhar nos olhos a paisagem do mundo. Mesmo todo em ferida. Mesmo desenganado. Por isso, teimar. Resistir de corpo e alma até onde o coração der. Que a nossa morte seja uma vilania sofrida, e não uma cobardia cometida.

Miguel Torga escreveu estas palavras em Coimbra, a 2 de Março de 1986 (Diário XIV).

Li-as, pela primeira vez, no Natal de 2013, quando fui a uma livraria trocar o livro intragável que tinha um hipopótamo na capa.
Reli-as e senti-as na pele, durante os meses seguintes. Quem diria que Torga seria o meu companheiro, nas horas passadas com o meu Pai e nas escadas do HSM?

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