sentido

Novembro 5, 2014 § Deixe um comentário

Há quem goste de inspirar a luz e a energia do nascer do dia. Outros preferem desacelerar ao ritmo do sol, ao entardecer.

Mas, entre as quatro e as cinco da tarde, a maioria anda ocupada ou distraída.

Em vez dos céus matizados de laranja ou rosa, um flash de luz que nos cega, a meio do dia, quando ainda há tanto por fazer.

Um clarão que obriga a fechar os olhos e enfrentar as perguntas:
O que vês? Mc 8, 22-26
Quem está diante de ti e ao teu lado, na correria dos dias?

Um convite a abrir o olhar e a “botar sentido”.

As horas importantes atravessam-se pelo meio da vida, quase despercebidas, mas trazem um vento de serenidade e um calor que despertam a memória. E, então, reconhecemos, como aqueles dois de Emáus, o milagre que se esconde no tempo que vivemos em comum, que vence os limites da matéria e se torna fonte de vida nova.

Ribeira d’Ilhas, 2014, entre as 4 e as 5 da tarde
(lembrando o postal escrito em 2012)

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